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 Pensado e publicado por Aleixo às 16h38
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Sabado

Bem, é sabado. To aqui na empresa. Meio cansado. Ontem foi legal. Peguei a criançada, viemos almoçar, ótica, cortar o cabelo do Léo. É sempre bom vê-los. À noite, a ex ligou, as crianças estão insistindo pra ficar comigo. Muito bom.



 Pensado e publicado por Aleixo às 11h11
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Produção Zero

 

Gente é sexta-feira e eu ainda não peguei. Tô devagar quase parando. Inspiração Zero.

 



 Pensado e publicado por Aleixo às 10h56
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Entrevista Zeca Pagodinho

 

Entrevistar Zeca Pagodinho foi bem mais fácil do que pensávamos. Tudo que tivemos a fazer foi nos vestir de garçons e esperá-lo num bar perto de sua casa, onde ele sempre toma a saideira antes de ir dormir. Zeca estava em um dia típico, já tendo tomado 46 garrafas de cerveja e 32 doses de cachaça. Como todo bêbado, Zeca não resistiu à presença de um garçom por perto e começou a falar de sua vida. Aproveitamos e fizemos perguntas sobre a polêmica gerada quando o cantor deixou de ser garoto-propaganda da Schincariol para ser contratado pela Brahma. Devido ao alto teor de álcool no sangue de Zeca Pagodinho, ele talvez não lembre que nos concedeu esta entrevista. Mas decidimos correr o risco e publicá-la mesmo assim.


Cocadaboa: Zeca, é verdade que a parte mais cara do anúncio que você fez para a Schincariol foram os efeitos especiais para mudar sua cara de desaprovação depois que bebia a cerveja?

Zeca Pagodinho: Não, essa parte até que foi razoável. Caro mesmo foi o seguro de vida que exigi fazer para colocar aquilo na minha boca.

Cocadaboa: Tivemos informações que sua decisão de aceitar o contrato com a Schincariol veio devido a conselhos médicos. Não havia outra maneira mais fácil de tentar parar de beber?

Zeca Pagodinho: Na verdade eu comecei a tomar Schincariol por engano. O nome é muito parecido com um remédio que tomo para dor de cabeça. Sabe como é... A Brahma dá uma dor de cabeça do caralho no dia seguinte

Cocadaboa: Zeca, você guarda mágoas dos colegas do mundo da música que sempre se aproveitam quando você está embriagado, fazendo valer o ditado de que “o de pagodeiro bêbado é de domínio público”?

Zeca Pagodinho: Na verdade acho que quem ficou magoado foram os meus colegas do mundo da publicidade. Mas eles deveriam saber que “garoto propaganda de bêbado não tem dono”.

Cocadaboa: Como estão as negociações para que você doe seu fígado para o Museu da Imagem e do Som?

Zeca Pagodinho: Vão muito bem, obrigado. Ele já está tão inchado que daria para uma metade pode ir para o Museu da Imagem e a outra metade para o Museu do Som

Cocadaboa: É verdade que, pelo contrato com a Brahma, você pode ser requisitado a qualquer momento para fazer anúncios de outras cervejas da Ambev e da belga Interbrew?

Zeca Pagodinho: Pois é, eles foram espertos em fazer a campanha falando em “paixões de verão”. Como todo bom pagodeiro, posso aparecer a cada semana com uma nova “loura” que ninguém vai estranhar, muito pelo contrário.

Cocadaboa: Zeca, você acha que por estar anunciando agora uma cerveja de maior aceitação vai conseguir estimular um número maior de pessoas a se embriagarem?

Zeca Pagodinho: Sinceramente? Espero que não. Assim sobra mais cerveja para mim.

Cocadaboa: Você já tem idéia de quem vai substitui-lo na campanha da Schincariol? Procedem os boatos de que o garoto-propaganda das Casas Bahia foi chamado para seu lugar?

Zeca Pagodinho: Acho que é só boato mesmo. Depois da tartaruguinha, do caranguejo e do Bussunda, usar animais engraçadinhos em propaganda de cerveja ficou muito batido.

Cocadaboa: Você pensa em largar a música e explorar apenas a sua imagem de pé-de-cana, ganhando dinheiro ao vender seu passe para sucessivas cervejarias?

Zeca Pagodinho: Sucessivas cervejarias? Você bebeu, camarada? Só sobraram 3 ou 4 cervejarias no Brasil. E olha que eu nem tenho muita certeza disso, posso estar vendo dobrado...




 Pensado e publicado por Aleixo às 11h12
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 Pensado e publicado por Aleixo às 11h09
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 Pensado e publicado por Aleixo às 11h08
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eu já percebi que o blog nao serve pra nada..risos...

AlGUMAS PROPAGANDAS DO OMO

 




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Pula

Impagável.



 Pensado e publicado por Aleixo às 08h51
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Explosão de idéias

Ontem à noite foi piração/inspiração total. Vout tentar organizar a bagunça e escrever um pouco sobre o que andei passando/pensando.

PS: O título é um bom nome para um blog



 Pensado e publicado por Aleixo às 08h24
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 Pensado e publicado por Aleixo às 18h15
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Transgênicos

Muito se fala sobre transgênicos. A discussão descambou para o pessoal, tá parecendo futebol. Torço para A e não aceito B de jeito algum. Pura bobeira. Particularmente não vejo problemas em consumir OGMs. Porém, deve estar claro para quem vai comprar determinado produto, se é ou não transgênico. Esse artigo do Xico Graziano mostra que as coisas estão indo bem em prol da ciência.

 

 
Transgênico Verde-Amarelo
Xico Graziano - 16/03/2004

Transgênicos são de esquerda ou da direita? Esqueça a resposta. Esse debate ideológico sobre a biotecnologia está, felizmente, superado. Acabou liquidado pelo relatório Aldo Rebelo, deputado do PC do B, a extrema-esquerda da política. Que boa surpresa! Quando se divulgou, na Câmara dos Deputados, a nova proposta da lei de biosegurança, a comunidade acadêmica pode respirar em paz. Afinal, os argumentos técnicos e científicos haviam sobrepujado os condicionantes políticos e ideológicos. O saber prevalecera. O deputado-relator da matéria havia entendido, claramente, que a pesquisa exigia autonomia. Seu texto manifestava firme convicção na capacidade dos cientistas brasileiros em enfrentar o desafio da engenharia genética: pesquisar com precaução, calcular os riscos ambientais, zelar pela saúde humana, praticar a ética. Mas, avançar no conhecimento. Menos importa que, ungido a Ministro, tenha visto seu relatório desfigurado por quem, sem tamanho próprio, cedera ao jogo retrógrado. A lição abrira uma fenda irreversível no dogmatismo ideológico. A lei continua em discussão, agora no Senado. A idéia, porém, acerca da biotecnologia evoluiu. A ciência tomou um gol, mas fortaleceu seu ataque. Quando, há 5 anos, esquentou o debate sobre os produtos transgênicos, ao temor inicial que as revoluções científicas sempre causam se adicionou o veto ideológico. Isso é coisa dos imperialistas, pensaram velhos comunas. Imposição do FMI, ou alguma sacanagem dos neo-liberais, acreditaram os novos esquerdistas. E, xingando os transgênicos, judiaram do governo Fernando Henrique. Mudou radicalmente a situação. A ideologia baixou a bola. Quem imaginava que os produtos transgênicos são armas do capital contra o trabalho, na clássica formulação marxista, precisou rever seus conceitos. E aqueles que enxergavam os OGM’s como forma de domínio das multinacionais contra os agricultores familiares, se acalmaram. Abrindo-se o debate, avistou-se que é a China comunista que mais investe em biotecnologia. Índia e Cuba são outros países que remam velozmente para frente. Claro, para não falar dos EUA, Canadá e Argentina, que puxaram o carro dessa corrida tecnológica. Vejam só: a engenharia genética serve tanto ao capitalismo como ao socialismo. Graças a Deus, e graças à competência dos cientistas, o medo do desconhecido acabou superado pela tranqüila realidade dos fatos. Cultiva-se 70 milhões de hectares de plantas transgênicas, em 18 países, envolvendo 5 milhões de agricultores, sem qualquer problema além daqueles já conhecidos pela agronomia clássica. Ou a saúde tradicional. Para felicidade do país, o ambiente de discussão está desanuviado. Esse ganho de consistência no debate das idéias não ocorre apenas com o tema da engenharia genética. Depois que o PT assumiu o poder, o raciocínio político da esquerda começou a se livrar dos bichos-papão que o maniqueísmo lhe grudou na testa. Percebe-se, claramente, que o dever da responsabilidade já ultrapassa a demagogia da crítica fácil, espantando os vícios do passado. Ainda bem. Quando se deu ouvido aos pesquisadores nacionais, descobriu-se também que a Embrapa, as universidades públicas e institutos de pesquisa haviam obtido competência equiparada aos maiores laboratórios do mundo. Suas pesquisas, todavia, amargavam o crivo do patrulhamento, aguardando licenças esdrúxulas para prosperarem. Defensores da sustentabilidade e, inclusive, produtores orgânicos, perceberam que a burrice da polêmica sobre a soja RR, da Monsanto, impediu enxergar as tremendas vantagens de outras transgenias, cujos efeitos promovem drástica redução no uso de agrotóxicos. É o caso das variedades de feijão e mamão resistentes à doenças viróticas, ou das culturas de milho e algodão resistentes às lagartas. Ecólogos idealistas já entenderam que a biotecnologia, bem utilizada, será uma arma utilíssima a favor da biodiversidade. Somente na Argentina, calcula-se em R$ 500 milhões a economia no uso de agrotóxicos, graças ao plantio dos transgênicos. Acabou a polêmica? Não, absolutamente. Clareou, entretanto, a última vertente do obscurantismo: o lobby ambientalista. Sim, lobby mesmo, no sentido mais conhecido do termo. São os profissionais da defesa ambiental que lutam com unhas e dentes contra os transgênicos. Eles vivem disso! Esses ambientalistas oficiais, de carteirinha, trabalham em entidades que dependem de convênios para arrecadar recursos, de onde fazem seu modo de vida. A maioria, salvo aquelas exceções honrosas, nem ecólogo é. Defendem os interesses de seus patrocinadores, normalmente estrangeiros. Muitas vezes, multinacionais se disfarçam de benfeitores da natureza para esconder a disputa contra seus competidores comerciais. Afinal, quem financia o Greenpeace? Por isso, para defender seu pão, os ecologistas profissionais não assumem nenhum compromisso com a verdade. Predizem as maiores barbaridades, mentem deslavadamente, divulgam coisas absurdas, enganam a população, assustam os consumidores, sem nenhuma base científica. Pior, inventam até cientistas falsos, pés-de-chinelo, daqui ou de fora, reconhecidos na academia como verdadeiros zé-ninguém! Quando a esquerda assumiu a biotecnologia, caiu o véu ideológico que limitava a ciência. Liberta desse manto, seu valor se afirmará na sociedade. Estará assim, finalmente, aberto o caminho para os transgênicos verde-amarelos, verdadeiro fogo de encontro à dominação tecnológica. Especialmente daquela disfarçada de verde.



 Pensado e publicado por Aleixo às 15h35
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A frase é forte, mas sem o stress, provavelmente nem teria começado a escrever esse blog.

Claro que o excesso é prejudicial, mas, pelo menos para mim, "o stress é uma força criativa" (slogan de publicitário ou de livro de auto-ajuda).



 Pensado e publicado por Aleixo às 14h28
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Blog

Essa dica é do blog Lula (o molusco). Não deixem de conferir.

+ uma das...Pérolas do Mercado Livre>

Quem um dia não sonhou em Ter um barco? Eu nunca.
Mas se você já , chegou a sua hora!


Barco + Frete Grátis!!!! IMPERDIVEL!!!!!

http://www.mercadolivre.com.br/jm/item?site=MLB&id=11159227

Ohhhh no...



 Pensado e publicado por Aleixo às 11h53
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Terror

Tava na cara que o que realmente se pretendeu com os ataques aos trens espanhóis era a derrota do partido do Aznar.

 

Derrota de Aznar e retirada de tropas espanholas do Iraque pode ser tomada como vitória pelos terroristas

Especialistas acreditam que a derrota do Partido Popular, do premiê espanhol José María Aznar, e a saída das forças espanholas do Iraque, anunciada pelo partido socialista ao vencer as eleições, possam ser interpretadas pelos extremistas islâmicos como uma vitória, estimulando-os a ataques com metas políticas. “Eles vão pensar que realizaram algo extraordinário”, disse David Claridge, diretor-administrativo da Janusian Security Risk Management, consultoria londrina de análise de riscos de segurança para clientes comerciais. Levando em conta a hipótese de a Al Qaeda estar por trás dos ataques, especialistas de segurança sugeriram que a meta dos terroristas tenha sido derrubar o governo espanhol. O livro Iraq Al Jihad, divulgado em sites de extremistas na internet, em dezembro de 2003, falava da possibilidade de lançar ataques a alvos espanhóis para aumentar a hostilidade pública à guerra e derrubar o premiê José María Aznar. Claridge afirmou que livro sugere a exploração das eleições espanholas. “Achamos que o governo espanhol não poderia suportar mais do que dois ou três ataques (...), após os quais teria de deixar o poder em conseqüência de pressões populares”, diz um dos trechos. Para o presidente do Centro para o Estudo do Terrorismo e da Violência Política da Universidade St. Andrew's (Escócia), Paul Wilkinson, os terroristas estão “muito sofisticados” e planejam cuidadosamente o impacto estratégico máximo. “Fica claro que eles pensaram muito sobre uma maneira de conseguir um impacto político grande na Espanha.” O vencedor da eleição, José Luis Zapatero, disse que cumpriria a promessa de retirar os 1.300 militares espanhóis do Iraque até 1º de julho, mas advertiu que pode reconsiderar a decisão se a situação em campo melhorar. Wilkinson afirmou que este pode ser um “sinal de esperança de que o governo espanhol possa ser convencido a manter a presença no Iraque, já que isso enfraqueceria a percepção de vitória dos terroristas”.

Publicado em 16/03/2004



Pesquisas

Não acredito muito em pesquisas de opinião, a maioria é forjada. Porém, tenho a sensação de que o sentimento do povo iraquiano é o apresentado nessa pesquisa da BBC. A maioria vai dizer que ela é comprada.

Maioria no Iraque diz que vida melhorou

Uma pesquisa que ouviu mais de 2,5 mil iraquianos indica que cerca de 57% deles acham que suas vidas melhoraram depois do início da ofensiva militar que levou Saddam Hussein a ser afastado da Presidência do Iraque.

A pesquisa, encomendada pela BBC e outras empresas de comunicação, é um retrato da vida atual dos iraquianos, agora que se aproxima o primeiro aniversário do início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos no país. O levantamento, feito pelo instituto Oxford Research International, indica que os iraquianos estão bastante preocupados com aspectos práticos do dia-a-dia, como, por exemplo, a falta de segurança e de eletricidade e a recuperação da economia. Mas a maioria deles, 70%, acreditam que as coisas estão indo bem em suas vidas, enquanto 29% acreditam que estão vivendo um mau momento.

Segurança

A falta de segurança é, segundo a pesquisa, uma grande preocupação dos iraquianos neste momento. Recuperar e garantir a segurança no país é considerada a maior prioridade para 85% dos ouvidos, e apenas 15% deles querem que as tropas estrangeiras que estão no país saiam imediatamente. Outras prioridades para os iraquianos seriam a realização de eleições (apontada como uma necessidade importante por 30%), garantir condições de vida decente para a maioria dos iraquianos (30%) e revitalizar a economia (28%). Quanto à ofensiva de março do ano passado, 41% dos ouvidos acreditam que o Iraque foi "humilhado" pela invasão.

Líder

Diferentemente do estabelecido pela Constituição assinada na semana passada, que estabelece uma federação, os iraquianos ouvidos na pesquisa são a favor de um Estado forte e centralizado. Quase 80% das pessoas se declararam a favor de um Estado forte, que mantenha o Iraque unido, e apenas 20% deles acham que o Iraque deve se tranformar num Estado islâmico. No entanto, de acordo com Mustafa Alan, um estudioso do Royal United Services Institute, se o levantamento mostra, por um lado, que os iraquianos querem um líder forte, por outro não há sinais de que eles já o encontraram. "A questáo principal é que os iraquianos estão no momento procurando por esse líder que possa salvar o dia", disse. Um fator que pode causar preocupação para as autoridades americanas é o fato de algumas das figuras do governo interino no Iraque não contarem com apoio popular. A pesquisa indica que Ahmed Chalabi, um dos mais conhecidos membros do governo interino, não conta com a simpatia da população no Iraque.


Imprensa

E eu pensava que só aqui tinhamos jornalistas vendidos. Ainda bem que existem vozes dissonantes.

 

Jornalistas rejeitam presença de García Márquez na Sociedade Interamericana de Imprensa

Em nota oficial, um grupo de escritores e professores universitários norte-americanos repudiou a presença do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez na próxima reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). O motivo é o alinhamento de García Márquez com a ditadura comunista cubana. “Vemos com funda preocupação o fato de a SIP contar com o destacado jornalista e escritor García Márquez, que às vezes apóia e expressa simpatias pela tirania sangrenta de (Fidel) Castro, entre seus convidados”, diz o texto. Segundo os jornalistas, a ditadura cubana é “precisamente a negação de todos os princípios sustentados pela SIP”. “Não entendemos esse convite a García Márquez para que ele participe de uma reunião de jornalistas livres. Gostaríamos que Julio E. Muñoz, diretor-executivo da SIP, divulgue as razões deste convite”, solicita a nota. O escritor colombiano será convidado pela entidade a participar do painel “A formação e qualidade de jornalistas”, que acontece em Los Cabos, no estado mexicano da Baixa Califórnia. O objetivo do encontro será de analisar a liberdade de imprensa, as novas tecnologias na Comunicação e as tendências do jornalismo no continente americano. Entre os membros do grupo que assinou o documento, estão Emilio Martínez Paula, diretor do diário “La Información”, de Houston; Luis Felipe Marsans, decano do Colégio de Jornalistas Cubanos no exílio, além dos jornalistas e escritores Luis Mario, Ángel Quadra, Ignacio Castro Mato, Rowland J. Bosch. Publicado em 15/03/2004


Profissões

Os dialetos de cada profissão são bem interessantes. Os de profissões diferentes, normalmente, não entendem o que está sendo dito. Essa é dos economistas.

ECONOMIA & NEGÓCIOS 17/03/2004
Política Monetária

Nem o Aurélio entende
Os discursos de Henrique Meirelles, presidente do BC, são peças valiosas para o acervo incompreensível do economês

Ugo Braga

André Dusek  
Complicação: não importa a platéia, a linguagem de Meirelles é sempre difícil  

Poderia um cordeiro entrar num covil de lobos em dia de banquete e sair de lá inteiro, com os predadores dormindo, bocejando, às babas? É pouco provável, mas a resposta é sim. Basta que ele pedisse emprestado um discurso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o lesse para as feras. Prova maior do efeito sonífero provocado pela oratória “meirellística” ocorreu na aula magna ministrada pelo chefão do BC numa faculdade de São Paulo, há dias. Ele falava a uma platéia de estudantes de economia e relações internacionais – teoricamente sedentos por ouvir a autoridade monetária na terra dos juros altos. Qual o quê! O pronunciamento nem bem chegara à metade e já contavam-se pescoços tombados pelo doce sono dos justos. Que não se culpe os estudantes. O tal discurso da aula magna foi submetido por ISTOÉ ao professor Djalma Melo, diretor do Departamento de Linguística da Universidade de Brasília. “O texto é maçante e pretensamente rebuscado, daí torna-se obscuro e desinteressante”, diagnostica. A peça traz a fina flor do “meirellês”. Por exemplo: para falar do que os economistas chamam de crescimento sustentado (quando a economia se expande sem gerar inflação ou crise cambial), ele informou que o fenômeno resulta da “ampliação da capacidade produtiva potencial da economia brasileira”. Adiante, tentou explicar por que os juros são tão altos no Brasil, não sem antes lembrar que a coisa está ruim, mas já foi pior: “A taxa real do swap de 360 dias, ou seja, a taxa praticada pelo mercado descontada pela inflação esperada pelo mercado para o mesmo período, caiu quase pela metade ao longo de 2003.” Pode-se argumentar que, naquela ocasião, o banqueiro central brasileiro falava a um público especializado. Então busque-se outro exemplo, o pronunciamento de prestação de contas ao Congresso Nacional, feito em outubro do ano passado, em que ele, portanto, se dirigia à nação. “Em valores nacionais, somente para referência, em 30 de junho, o Banco Central apresentava uma posição comprada líquida de R$ 105 bilhões em contratos de swap, pagando a variação cambial mais cupom e recebendo a variação da taxa de depósito interbancário”, esmiuçou, no capítulo referente ao balanço do BC em 2003. Em português, significa que a equipe de Meirelles apostou alto – e venceu! – no mercado financeiro: o BC ganhava toda vez que o dólar rendia menos que os juros. Uma coisa pode se dizer de Meirelles: seu estilo é absolutamente democrático. Confunde tanto leigos quanto iniciados. “Acho que ele é fraco com as palavras mesmo”, opina o professor Francisco Eduardo de Souza, do Instituto de Economia da UFRJ. “Quando fala, ele complica. Quem está com sono dorme. Quem não está não entende nada”, avalia Carlos Antônio Magalhães, diretor-técnico da seção fluminense da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec).  Não são todos os discursos gerados diretamente das mãos de Henrique Meirelles – e olhe que são muitos, visto que ele faz, em média, três apresentações por mês. Em não raras ocasiões, o presidente pede ajuda ao diplomata João Batista Magalhães, seu assessor especial. Um escreve, o outro revisa. Mas sempre a palavra final, a azeitona da empada, é posta pelo chefe. Alguns parágrafos brotam encomendados da pena de chefes de departamento e passam pelo filtro de Magalhães antes de chegarem para a ornamentação final. O banqueiro central raramente fala de improviso e tem predileção por apresentações computadorizadas. Nelas, participa pessoalmente da construção dos gráficos. O recurso, entretanto, não melhora seu desempenho. Um desses pronunciamentos feitos com a ajuda do projetor de slides foi minuciosamente analisado pela linguista Lúcia Teixeira, renomada professora da Universidade Federal Fluminense. Ao mergulhar no texto da autoridade, ela pescou algumas idiossincrasias. Nota o uso corrente de frases curtas, o que a princípio seria uma qualidade. Mas, somado à estrutura geral do pronunciamento – repetições de verbos e raciocínios –, revela, segundo ela, “incapacidade de argumentar a partir de um pensamento político mais denso”.



 Pensado e publicado por Aleixo às 15h56
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Protestos e Confrontos

O imortal Carlos Heitor Cony escreveu esse artigo hoje na FSP. Muito bom e de forma cristalina mostra a verdadeira história do terror/guerra. Não venham só com o lenga lenga que os EUA são os culpados e os pobres mulçumanos só estão se defendendo. Não existe inocente nessa história. E quem paga o pato é sempre o lado mais fraco, isto é, nós, o povo. Esteja em São Paulo, Nova Iorque, Jerusalém, Jacarta, Madri, Paris....

CARLOS HEITOR CONY

Protestos e confrontos

RIO DE JANEIRO - Impressionantes as imagens que nos chegaram da Espanha, com multidões nas ruas condenando atos terroristas em geral e em particular o atentado da semana passada. Não se podem considerar inúteis tais e tamanhas concentrações, mas, em certo sentido, não deixam de ser ociosas. O terrorismo, na Espanha ou em qualquer parte, é produzido por grupos radicais que abraçam uma causa e a resolvem impor aos demais de forma violenta e covarde. Esses elementos obviamente não participam das concentrações nem se comovem com elas. São incentivados a provocar manifestações maiores. Se aumentarem o terror, aumentarão as concentrações e os protestos, que mais cedo ou mais tarde obrigarão os governos a ceder à chantagem. Na crônica de ontem, lamentei que o combate ao terror se processe por meios militares e meramente policiais, que são necessários, sem dúvida, na prevenção de novas chacinas, mas não resolvem estruturalmente o problema, acima de tudo político. Toda vez que ocorre um atentado terrorista, as autoridades declaram enfaticamente que não negociarão com os bandidos. Quando se trata de crimes comuns, sem conotação política ou social, compreende-se que não haja negociação possível com os criminosos -só apuração e punição. Mas o terror provocado por causas políticas, religiosas ou sociais, embora igualmente condenável, deve ser negociado, apelando-se para a guerra somente quando se esgotam todas as possibilidades de um acordo. Daí que a guerra seja a continuação da política por outros modos. Na questão que envolve a atual crise entre árabes e judeus, por exemplo, as negociações são pífias e tecnicamente impraticáveis, pelo menos até agora. Nas desavenças com o mundo islâmico, que envolvem raça, territórios, religião e petróleo, estamos longe de uma solução política, restando-nos apenas a sangrenta solução do confronto.


 

 



 Pensado e publicado por Aleixo às 15h37
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The Smiths

Letra legal - Peguei no Liberal Exaltado

Cemetery Gates

Morrissey/Marr

A dreaded sunny day
so I meet you at the cemetery gates
Keats and Yeats are on your side

A dreaded sunny day
so I meet you at the cemetery gates
Keats and Yeats are on your side
while Wilde is on mine

So we go inside and we gravely read the stones
all those people all those lives
where are they now?
with the loves and hates
and passions just like mine
they were born
and then they lived and then they died
seems so unfair
and I want to cry

You say: "ere thrice the sun done salutation to the dawn"
and you claim these words as your own
but I've read well, and I've heard them said
a hundred times, maybe less, maybe more

If you must write prose and poems
the words you use should be your own
don't plagiarise or take "on loans"
there's always someone, somewhere
with a big nose, who knows
and who trips you up and laughs
when you fall
who'll trip you up and laugh
when you fall

You say: "ere long done do does did"
words which could only be your own
and then you then produce the text
from whence was ripped some dizzy whore, 1804

A dreaded sunny day
so let's go where we're happy
and I meet you at the cemetery gates
Oh Keats and Yeats are on your side

A dreaded sunny day
so let's go where we're wanted
and I meet you at the cemetery gates
Keats and Yeats are on your side
but you lose because Wilde is on mine




 Pensado e publicado por Aleixo às 14h06
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Essa tava no Faxina mental, que por sua vez pegou no Mulherzinha.

Sabedoria da Mulherzinha

Olha o mantra que eu achei no blog da Reox. Vou adotar na minha vida:

Sou perfeita, alegre e forte,

tenho amor e muita sorte,

sou feliz e inteligente,

penso positivamente,

acredito firmemente no poder da minha mente,

pois é Deus em meu subconsciente”



 Pensado e publicado por Aleixo às 13h52
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Vício

Pessoal, esse negócio vicia. Você pensa: "Hoje já escrevi, não vou mais entrar". Aí vc lê o blog de outro, gosta, copia e não para.

Essa encontrei no Pró Tensão

SEJA INCOMPETENTE UM POUQUINHO!

Alguém prestativo demais, útil demais, eficiente demais, todos querem como empregado, não como amigo.



 Pensado e publicado por Aleixo às 13h48
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O PC de Lula ?

Esse escândalo vai estourar daqui a pouco.

 

O PC de Lula? - Diego Casagrande.

 

O Brasil que lê jornais e freqüenta a internet começa aos poucos a conhecer uma figura que, embora agindo nos bastidores do poder central e pouco afeito aos holofotes da mídia, é peça-chave na administração de Lula. Trata-se do senhor Delúbio Soares de Castro, tesoureiro nacional do PT e homem que administrou os R$ 33 milhões arrecadados pelo partido na última e vitoriosa campanha eleitoral à Presidência da República. Soares já é figurinha carimbada e conhecida nas entranhas de Brasília. Recentemente, descobriu-se que ele participa da composição da agenda de ministros, incluindo o dos Transportes, e defende a liberação de verbas para os políticos. Também mantém contato com empreiteiros dentro do Planalto. Mas não é só isso. Delúbio viaja no avião presidencial em comitivas oficiais, onde faz novos contatos e reforça outros tantos. Enfim, é um nome forte no coração do poder. O curioso é que qualquer cidadão que tentar encontrar Delúbio Soares no Palácio do Planalto, perto de Lula ou José Dirceu, terá grandes dificuldades. Ele não está no index de nenhuma portaria oficial e muito menos no catálogo telefônico da Esplanada dos Ministérios. Delúbio não dá expediente de segunda a sexta e não ocupa nenhuma sala próxima ao Ministro José Dirceu. E a razão é simples: Delúbio Soares não é funcionário do governo. Há algo de muito curioso nessa relação de Delúbio com o governo. No ano passado, por exemplo, ele teve um breve encontro com o Ministro dos Transportes, Anderson Adauto, e com um empreiteiro, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Minas Gerais. Tudo no Palácio do Planalto, em uma sala ao lado da de José Dirceu. Os empreiteiros têm R$ 600 milhões a receber em contas atrasadas do governo federal. A pergunta é: o que Delúbio fazia num encontro desses? Além de circular com a desenvoltura própria de quem tem poder, o tesoureiro é também conhecido por algumas frases de efeito do tipo: “Banqueiros são muquiranas” ou “doação grande é acima de R$ 100 mil”. Ele fez tais afirmações em reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo no ano passado. Na mesma matéria jornalística, Delúbio é destacado como um sujeito cuja confiança é quase canina ao presidente Lula e ao Ministro José Dirceu. Um usineiro amigo dele que controla 9 usinas de álcool, movimentando R$ 500 milhões/ano, destacou duas características no caixa de Lula: “Humildade e lealdade”. E depois de declarar que Delúbio foi fundamental no governo para fazer andar os interesses do setor sucroalcooleiro, completou afirmando que “o poder não lhe subiu à cabeça. E é muito leal ao Lula e ao José Dirceu”. E José Dirceu retribui a lealdade à altura. Em entrevista à Revista Veja, é o Ministro Chefe da Casa Civil quem sai em defesa do caixa da campanha de Lula. "Não vejo problema de o tesoureiro do PT participar de uma viagem do presidente da República. O Delúbio foi dirigente sindical, dirigente da CUT, militante do PT, é uma pessoa pública. Não está impedido por ser tesoureiro", sustenta ele. E continua: "A presença dele no Palácio do Planalto, na Casa Civil, é muito rara. Ele não vem aqui tratar comigo questões de tesouraria. Vem discutir política. São questões que até poderiam ser tratadas na sede do PT. Mas aqui se ganha em agilidade". Então está explicado e ponto final. Durante os mais de 20 anos em que foi oposição, Dirceu teria execrado publicamente um tesoureiro partidário com ligações umbilicais no Palácio do Planalto. Foi assim durante o governo Collor. Naquela época, como deputado federal ele não apenas obteve informações sobre Paulo César Farias, o PC, como as distribuiu para autoridades e para a imprensa. Incluídos na documentação estavam extratos e cópias de cheques do tesoureiro de Collor e do PRN (Partido da Reconstrução Nacional). Como se sabe, Collor e PC eram uma coisa só, e foi difícil para o povo brasileiro engolir isso. Deu no impeachment. Mas esses são outros tempos. Hoje, tesoureiro do presidente pode se encontrar às claras com empreiteiro e fazer lobby em prédio público que o governo acha normal. Taí uma semelhança entre Delúbio e PC Farias, além do fato de, em momentos históricos distintos, ambos serem tesoureiros do presidente: o poder lhes concedeu enorme influência em seus bastidores. Já as diferenças, obviamente são oceânicas. Uma delas é a predileção de Delúbio por charutos cubanos Partagás e Cohiba. Ele mantém duas caixas que ganhou “de um amigo”, e que custam R$ 1130 e R$ 2480 respectivamente. PC Farias só fumava cigarros.



 Pensado e publicado por Aleixo às 08h49
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Segunda chata

Ontem fui para a academia, fiquei 2 horas. Fiz musculação e corri 10 Km. Depois o dia foi chato. Não fiz nada. Tb foi 2ª Feira. Dia de recesso.

À noite tentei ver um filme, mas nem isso tive vontade. Fui dormir bem cedo, às 9:30.



 Pensado e publicado por Aleixo às 08h43
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Política

Embora a idéia inicial do blog fosse escrever sobre carros, música e coisas pessoais, ultimamente tá difícil não escrever sobre política.

Escrever sobre política não é algo tão recente para mim. Já tive várias cartas publicadas nas seções de leitores da Folha, Estado, JT, etc.

Os acontecimentos políticos do Brasil tem me deixado de cabelo em pé. Porém, como estamos sob a égide de um governo, virtualmente, comunista/totalitário, fico um tanto quanto reticente sobre escrever aos jornais, sobre o sentimento de um cidadão ante as mazelas perpetuadas pelos políticos. A máquina petista é particularmente voraz em destruir reputações e achar "pelo em ovo", então prefiro o silêncio, quando se trata de falar mal do governo, para não correr o risco de sofrer consequências danosas a mim e a minha família.

Assim, encontrei no blog, que não tem tanta visibilidade, deixar alguns desabafos sobre política. De qualquer forma, vou tentar ao máximo me manter fiel ao que pretendia no início. Vamos ver o que vai dar.

Aleixo



 Pensado e publicado por Aleixo às 17h08
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Terror

Mas... e agora? - Arthur Dapieve

Nos dias que se seguiram ao 11 de setembro de 2001, a maior parte da esquerda européia teve um comportamento ambíguo: do mesmo modo que condenava as atrocidades de Nova York e de Washington – o que não chegava a ser lá muito significativo, já que até o ditador líbio Muamar Kadafi, o “velho amigo” de Lula, as condenou – recheava suas análises de mas. Coisas do tipo... Os atentados terroristas foram horríveis mas a arrogante política externa americana também é horrível. Lamentamos os três mil mortos no World Trade Center mas também lembramos os milhões de mortos de fome no Terceiro Mundo, as dezenas de milhares de mortos em Hiroshima e Nagasaki etc. A lógica dessa argumentação era a de que, fundamentalmente, os EUA faziam por merecer um castigo. Isso, por si só, já era calhorda o bastante, ainda mais se levarmos em consideração que a) os mortos eram civis inocentes; b) em grande proporção, eles nem mesmo eram americanos e; c) Nova York não é a capital dos EUA, embora seja uma das mais fortes candidatas a capital do mundo (sendo Londres e Paris suas adversárias). No entanto, o cinismo da sucessão de mas – macaqueada aqui no Bananão – era agravado porque ocultava um lavar-de-mãos histórico: nenhuma menção a séculos de imperialismo e colonialismo, inquisição, nazismo, stalinismo. Criações tão européias quanto as Variações Goldberg ou “A divina comédia”. Em suma, hipotecava-se solidariedade ao mesmo tempo que se dizia “ufa, ainda bem que não temos nada a ver com isso”. E agora, depois das atrocidades de Madri? Ainda haverá simpatizantes de Osama bin Laden – agora que parece quase impossível que os atentados sejam obra solitária do grupo terrorista basco ETA, suspeito de primeira hora – fora dos círculos mais fanáticos do Islã? Os trabalhadores de alguns dos subúrbios mais pobres da capital espanhola mereceram perder suas vidas nos trens do 11 de março de 2004 porque o Governo de José Maria Aznar apoiou a guerra-picareta dos EUA contra o Iraque? Ou, sei lá, porque Hernán Cortés massacrou os astecas no século XVI?! Enquanto escrevo, segue a contagem de corpos: estamos em 199. Se se pudesse fazer uma enquete entre eles, certamente constataríamos que espelhavam o repúdio majoritário da população à Guerra do Iraque, que agastou o primeiro-ministro. Contudo, Aznar continua vivo e, possivelmente, sai do episódio fortalecido. Sai fortalecido também George W. Bush em sua campanha pela reeleição. Com sua cara de chato, o presidente americano deve estar a andar por Washington murmurando: “Eu não disse? Eu não disse? O terrorismo é um problema global e a guerra contra ele será eterna para glória dos EUA”. A escalada de violência desencadeada após o 11 de setembro teve, por sinal, o terrível efeito de globalizar a tragédia do Oriente Médio. Lá, a cada ação carniceira do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon corresponde uma reação igualmente sanguinária dos terroristas palestinos e vice-versa. No processo, os supostos rivais afinal revelam-se os mais fiéis aliados: cada assassinato em massa dando mais “razão” e poder à vítima da vez. Eis um fracasso que deveria nos pôr para pensar: longe de resolvermos a questão Israel/Palestina, deixamos que ela contaminasse o planeta. Hoje, Bush e bin Laden também são parceiros na missão de tornar o mundo um lugar bem pior para se viver. A escolha da Espanha como palco da primeira grande ação da al-Qaeda e suas redes subsidiárias no Ocidente desde o 11 de setembro traz algumas mensagens menos óbvias do que “todo país que apoiar os EUA está na nossa mira”. O país ora governado por Aznar é, como a Itália governada por Silvio Berlusconi, mero satélite no jogo global, em que pese sua pujança econômica. Há um recado claro para a fidelíssima Grã-Bretanha de Tony Blair em se atacar a menos importante Espanha, algo como “a sua hora vai chegar”. Ao mesmo tempo, se a História fosse moral, a Espanha poderia acusar os árabes de opressão com mais propriedade do que ser acusada. Afinal, os mouros ocuparam porções da Península Ibérica de 711 a 1492, muito mais tempo do que os nossos meros 504 anos de Brasil. Deixaram para trás não apenas episódios sangrentos, mas também palavras, ciências e beleza, sobretudo na Andaluzia, região cujo nome deriva do árabe Al-Andalus, Espanha. Também por isso a Europa não pode se deixar aprisionar numa paranóia antiárabe e anti-muçulmana, inclusive por conta do tamanho e da integração pacífica de suas comunidades na Grã-Bretanha (paquistaneses), na França (argelinos) e na Alemanha (turcos). Talvez ajude lembrar a magnitude e a crueldade da série de recentes atentados contra a maioria xiita do Iraque. A noção de quem é ou não inimigo do Islã para bin Laden e congêneres é complexa o bastante para englobar largas porcentagens dos islamitas. O tipo de terror contemporâneo tem ódio é da Humanidade como um todo.



 Pensado e publicado por Aleixo às 08h56
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Fim de semana com as crianças

Esse fim de semana passei com as crianças. Os peguei na sexta na hora do almoço. Levei o Leo no oculista e está tudo bem. À noite, como sempre, fomos para a Camelo. No sábado fomos fazer outro óculos para o Leo e almoçar na costela. À noite foi super cansativa. A Sabrina estava com dor de ouvido e acordou no meio da noite. Coloquei ela para dormir comigo. Em seguida o Léo acordou e tb quist ficar conosco. Aí quem não dormiu fui eu. No domingo, fomos para a casa da minha vó. As crianças adoram. Quase na hora de ir embora, o Leo vomitou. Tb, tomou 3 todinhos na sequencia. Na hora de ir embora, ele não queria ir. Mas, com jeitinho, convenci ele.



 Pensado e publicado por Aleixo às 08h35
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Santo Aleixo
BRASIL, Sudeste, São Paulo, Jardins durante o dia, Morumbi à noite, Jogar conversa fora, debates filosóficos, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Música, Esportes, Beber uma cerveja com os amigos
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