Dia Feliz - Dia corrido

Hoje, felizmente, estou com as crianças. É ótimo. Ficar uma, às vezes duas semanas sem vê-los é muito cruel. Doi na alma, fundo.

Mas hoje é dia de alegria.... brincadeiras o dia e noite toda. Só que cansa. Homens precisam ser mais bem treinados desde pequenos para lidar com isso - cuidar de filhos. Estou aprendendo na raça. O aprendizado é duro, mas estou crescendo.

Isso me faz lembrar que daqui há alguns dias irei ficar mais velho - 33.

 



 Pensado e publicado por Aleixo às 09h59
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Frase do dia

É preciso correr riscos; só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. (Paulo Coelho)

 Pensado e publicado por Aleixo às 11h35
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SP 450

A seguir um trechinho do artigo da Barbara Gancia da Folha. Uma excelente recomendação. Podemos nos preparar que vai ser um horror.

"Antes de ir, uma recomendação: festeje com vigor os 450 anos da cidade no domingo, pois na segunda o inferno se instalará com a força redobrada pelas obras na av. Faria Lima."

 

Agora um versão bem humorada e futebolística do nascimento de São Paulo.

São Paulo, sexta-feira, 23 de janeiro de 2004


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FUTEBOL

A batalha do Anhangabaú

JOSÉ ROBERTO TORERO
COLUNISTA DA FOLHA

Nestes dias de comemoração pelo aniversário da cidade de São Paulo, muito se tem falado sobre sua fundação.
Muito se tem falado e muito se tem mentido.
Sim, meus históricos leitores e histéricas leitoras, até hoje tudo o que vocês escutaram sobre a fundação de São Paulo é mentira. Ou, em outras palavras, engano, falsidade, lorota, ilusão, fábula.
Pesquisando a obra de historiógrafos do porte de Lügner e Le Menteur, sem esquecer as famosas cartas do cardeal Tramposo, cheguei à real história da fundação desta cidade.
Vamos então à verdade!
E a verdade é que, quando os jesuítas chegaram ao planalto, não foram recebidos de maneira amistosa. Isso se deveu em grande parte a João Ramalho, um degredado português que vivia entre os índios e hoje é símbolo do Esporte Clube Santo André.
João Ramalho estava casado com as oito filhas do cacique Tibiriçá e sabia que os padres iriam obrigá-lo a ter apenas uma mulher. Assim, fez de tudo para evitar que os jesuítas iniciassem seu trabalho. Houve uma série de tensos debates até que o padre Manoel da Nóbrega teve a seguinte idéia:
- Por que não resolvemos isso com um joguinho de futebol?
Durante alguns instantes o cacique Tibiriçá fez ares de pensador, cofiando o osso espetado em seu lábio inferior. Depois respirou fundo e respondeu:
- Está bem. Se vós, jesuítas, ganhardes, tereis o direito de catequizar a tribo, mas se perderdes, sereis comidos por nós ainda hoje.
E foi assim que em 23 de janeiro de 1554, há exatos 450 anos, jesuítas e índios se enfrentaram num jogo decisivo para os destinos da cidade. A várzea do rio Anhangabaú estava cheia, e até membros de outras tribos, como guarulhos e tupiniquins, se apertavam nas colinas que davam vista à região.
Quando a partida começou, parecia que os guaianás iriam golear. Por jogarem nus, eles se deslocavam com grande facilidade. Mas o goleiro Leonardo Nunes fazia milagres. Tantos milagres, que a partir daquele jogo passou a ser conhecido como Abarebebê, que significa "padre voador".
O tempo ia passando e o zero não saía do placar. De repente, porém, o lance decisivo aconteceu: o padre Azpicuelta Navarro passou para o padre Luís da Grã, que foi à linha de fundo e, olhando para o meio da área, avistou o padre José de Anchieta entre dois zagueirões gentios.
A bola veio alta, mas o franzino atacante esticou-se todo e acertou uma potente cabeçada no canto do arqueiro Piquerobi.
Os guaianás ainda tentaram desesperadamente obter o empate, mas os batinas pretas se fecharam de maneira sólida na defesa e garantiram a vitória. Quando o jogo acabou, João Ramalho arrancava os cabelos de raiva.
Dois dias depois estava erguido o colégio de taipa, no qual os padres da Companhia começaram sua obra.
Essa é a real e verdadeira história da origem de São Paulo. Quem quiser que conte outra.

Fantasma
E já que o assunto de hoje foi o encontro entre índios e brancos, falarei do Fantasma Futebol Clube, citado na página 2.118 da Enciclopédia de Times Imaginários. O verbete diz o seguinte: "O clube tem como sede uma caverna na região do Golfo de Bangalla e seu mascote é um cavalo branco chamado Herói. Seu fundador, presidente e goleiro é o célebre Fantasma, jogador que, segundo alguns, tem mais de 400 anos. O resto do time é composto por pigmeus da tribo Bandar. O problema é que eles não são grande coisa no jogo aéreo, de modo que, mesmo com o-espírito-que-anda no gol, o Fantasma F.C. costuma levar terríveis goleadas das tribos vizinhas.

Contagem regressiva
Sete...

 



 Pensado e publicado por Aleixo às 10h50
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O primeiro dia - 4

Esse é um recadinho para alguém especial. Alguém com quem tenho falado bastante e apesar de conhecer há pouco tempo, não conhecer pessoalmente, tem estado em minhas lembranças no dia a dia. Não vejo a hora de te conhecer Gi. Muitos beijos. Alê

 Pensado e publicado por Aleixo às 12h49
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O primeiro dia - 3

Esta carta eu recebi do mailing do Diego Casagrande - Opinião Livre. Mostra um pouco da situação em que vivemos.

Semana passada presenciei uma troca de tiros, entre a ROTA e dois bandidos que haviam sequestrado uma pessoa e permaneciam com ela no carro. Foi de arrepiar. Felizmente, para as pessoas de bem e a vítima, os dois facínora foram mortos.

O engraçado da história é que um cinegrafista amador filmou parcialmente a ação da polícia e a imprensa - Rede Globo - disse que houve uma execução, quando na verdade foi uma reação - legítima defesa - por parte do policial. Mais engraçado é que não lembro de ter visto qualquer cinegrafista amador registrar os momentos de tensão das vítimas, aí inclusas, muitas vezes, as verdadeiras execuções de inocentes.

VIOLÊNCIA DILACERANTE

Esta coluna recebeu ontem o dramático relato da violência sofrida por duas jovens em Porto Alegre, vítimas de um casal de criminosos. É assustador e dilacerante. Pela relevância do tema, e preservando os nomes, publicamos o caso abaixo.

"Prezado Diego,

Não podemos mais permanecer estagnados diante da violência que impera no país. Sou mais uma vítima da 'insegurança pública'. Sou estudante universitária da PUC. Sofri, no dia 02 de dezembro de 2003, um seqüestro relâmpago executado por dois marginais (uma mulher e um homem). Foi na esquina da avenida Ipiranga com Borges de Medeiros, quase ao lado do shopping Praia de Belas. O homem estuprou a minha amiga, que teve de tomar coquetel anti-AIDS e está até agora em psiquiatra. Minha amiga tem 23 anos e é uma boneca. A vida dela foi destruída. Eles nos massacraram até não poder mais, nos ameaçaram. Fui colocada no porta-malas do carro por mais de uma hora enquanto minha amiga era estuprada. Neste período, desmaiei por duas vezes. Estava um sol escaldante e 38º de temperatura. Depois fugiram em uma carroça que estava parada ao lado do Rio Guaíba, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio).

O pior, é que tudo isso ocorreu a uma hora da tarde, de uma terça-feira, e ninguém fez nada.

Desde então, nossa vida transformou-se. Fiquei traumatizada. Hoje tenho medo de sair à rua e até de falar com as pessoas. Foi uma estupidez o que fizeram conosco.

Acho altamente relevante denunciar este desastre para que mais pessoas não sejam acometidas por estas criaturas. A mim e a minha amiga, o que restou foi um sentimento de impotência diante do fato. Nossas vidas foram profundamente marcadas pela estupidez destes bandidos. Fui à polícia algumas vezes para identificação, mas não acharam o casal de bandidos. Minha amiga não conseguiu ir. A dor e a vergonha são enormes. Também notei que os policiais têm muito respeito, quase medo dos criminosos, porque se sentem desprotegidos e sem o apoio da sociedade para agir. A única coisa que podemos fazer, é comunicar o fato ao maior número de pessoas possíveis. Este é um pequeno consolo, avisar os desavisados que não se pode mais andar sossegado nesta cidade.

Conto com você para denunciar as barbaridades cometidas por assaltantes insanos, para os quais a vida, não têm valor algum. Espero que as autoridades do estado se preocupem com as nossas vidas e tomem as providências cabíveis para que mais famílias não passem o que passamos e estamos passando. Espero também que os policiais deixem de ter medo e possam nos proteger.

Atenciosamente,

I.C."


 Pensado e publicado por Aleixo às 11h41
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O primeiro dia - 2

Agora há pouco li um artigo interessante da Soninha na Folha sobre a volta das torcidas organizadas aos estádios de futebol. O posicionamento dela é muito semelhante ao meu.

Sou corinthiano, frequentador assíduo dos estádios, advogado e associado da Gaviões da Fiel. Nunca me meti em confusão. Normalmente confusões que vejo rolar por aí, são de grupos de amigos/vizinhos. Alguns até podem usar camisas das organizadas, porém não vem delas a orientação para a briga.

 

FUTEBOL

 

(Pode ser) melhor com elas

 

SONINHA

COLUNISTA DA FOLHA

 

Discute-se agora a volta das torcidas organizadas aos estádios. Como se algum dia elas tivessem ido embora! Eu tenho opinião diferente de 90% dos meus colegas (e de boa parte da população, reconheço). Não acho que as torcidas devam ser extintas e também não acredito que isso seja possível. Um conhecido meu, que nunca pertenceu a torcida alguma mas também não concorda com a extinção, fez uma comparação descabida: "Se tem de acabar com as torcidas porque os seus líderes não conseguem ter controle sobre os comandados, então tem de acabar com a polícia também!". Calma. A polícia tem sua função importante na sociedade e não deve deixar de existir; o despreparo, a corrupção, o abuso de autoridade e a violência é que têm de ser combatidos. A torcida organizada não tem uma "função importante", mas sua razão de ser não tem nada de mau. É natural que torcedores do mesmo time desenvolvam uma identificação forte uns com os outros e se organizem em um grupo com nome, sede, camisa, bandeira e, vá lá, grito de guerra. Humanos têm tendência a se agrupar em função de interesses comuns, seja para formar grêmio literário, cineclube ou torcida. O problema é a violência, a prepotência, o fanatismo. É quando o aficionado não torce mais pelo time, ele torce para a torcida. Futebol já não tem mais nada a ver com isso. É enxergar o adversário como inimigo e o jogador do seu time como o defensor da sua honra, da sua virilidade. Esse instinto sanguinário pode ser reforçado no grupo. Mas o grupo com que o sujeito se identifica também pode ter poder de coerção na direção da civilidade. Se o próprio chefe da torcida espanca um velho na rua, isso nunca vai acontecer. E, se ele é tratado como celebridade em programas de TV e pela diretoria do clube, a sua liderança indecente ganha força perante os miolos moles à sua volta. William Figueiredo, sexagenário do Rio de Janeiro, diz que já viu esse filme -"não venham dizer que são maus elementos que se infiltram nas torcidas". Se o líder do bando é covarde e violento, ele tem razão. Mas a torcida pode ser de outro jeito. A quadra pode ser ponto de encontro para um churrasco, um show, um jogo, um ensaio de escola de samba. A torcida pode publicar revista, criar site e oferecer oficinas de informática, percussão, adereços. Ela pode ser a base para um projeto de conscientização para o uso de preservativo. Acreditem, tudo isso já acontece. Eu prefiro tentar trabalhar com as torcidas a imaginar que é possível impedir as pessoas de se reunirem. O ignorante que sai de casa com um morteiro e três vizinhos prontos para a briga talvez o fizesse de qualquer jeito. Se ele for cadastrado em uma torcida, pode ser mais fácil controlá-lo. E, se a torcida for um núcleo mais civilizado, ele pode se "distrair" com outras coisas que não dar porrada. O desafio é civilizar as torcidas, os cidadãos, a sociedade toda - que cultua a violência, pelo "bem" ou pelo "mal".

 

Demorou

A criação de delegacias móveis, juizados especiais ou seja lá o que for mais apropriado nos estádios é uma medida importante para punir vândalos e agressores com rapidez e rigor.

 

Nada a ver

O atleta que se apresenta a um time não pode ser coagido a vestir o boné de torcida organizada. Ele tem obrigação de vestir a camisa do time. Se quiser confraternizar com a torcida, tem de ser por vontade "livre e espontânea" (existe outra?).

 

Time misto

Acho que se houvesse mais mulheres nas torcidas e nas arquibancadas, os estádios seriam menos belicosos. Perdão pelo mau português, mas é muito homem junto.

 

E-mail

soninha.folha@uol.com.br

 



 Pensado e publicado por Aleixo às 11h17
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O primeiro dia

Começo hoje a escrever este troço. Não sei se vou conseguir fazê-lo diariamente como seria interessante. Vou tentar.

 

Quero falar aqui um pouquinho das minhas impressões sobre o cotidiano do Brasil, do mundo e até pessoal.

 

Nesse espaço cabe tudo, qualquer assunto: política, esportes, tv, rádio, cinema, música, enfim, o que der na telha.

 

Vamos ver se vai dar certo.

 

 



 Pensado e publicado por Aleixo às 11h12
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Santo Aleixo
BRASIL, Sudeste, São Paulo, Jardins durante o dia, Morumbi à noite, Jogar conversa fora, debates filosóficos, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Música, Esportes, Beber uma cerveja com os amigos
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